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Uma perspectiva que procura proteger a
realidade do livre arbítrio humano através da assunção de que uma
escolha livre não é causalmente determinada, mas também não é aleatória;
é antes necessário conceber uma intervenção racional e responsável no
curso das coisas. Em alguns desenvolvimentos postula-se uma categoria
especial de causalidade do agente, mas a sua relação com o funcionamento
neurofisiológico do corpo e do cérebro, ou, na verdade, com qualquer
perspectiva moderadamente naturalista de nós mesmos, tende a ser
instável e é frequentemente ridicularizada por ser um desejo de proteger
a fantasia de um agente situado completamente fora da esfera da
natureza.
BLACKBURN, Simon (1997). Dicionário
de filosofia. Lisboa: Gradiva, pp. 253 e 254.
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